Vamos do começo. Paulistano e morador da capital desde que nasci, meu nome é Raphael Candido Martins, tenho 24 anos de idade e acabo de me formar em jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
O tal do jornalismo veio quase naturalmente. Quando pequeno, fui daquelas crianças polivalentes. Alternava o tempo entre estudar, passeios de bicicleta, jogar futebol com amigos e sessões de videogame. Era daqueles moleques interessados em tudo. Essa curiosidade por coisas novas é algo que trago desde essa época.
Só entendi mais tarde que essa inquietação e gosto pela troca de experiências seriam fundamentos básicos para que eu me apaixonasse pelo jornalismo. Afinal, o jornalista é aquele quem tem a vontade de compartilhar o que aprende. Que vai a fundo para descobrir as melhores histórias e esmiuçar os detalhes de forma interessante a quem lê. Ter em mim esse espírito fizeram com que essa fosse a única profissão a ser cogitada. Até hoje, não sei que outra carreira seguiria. Essa dinâmica da profissão e sua relevância em uma sociedade democrática são os aspectos que me inspiraram e seguem motivando para fazer sempre mais nessa área.
Normal para quem tem tantos interesses é desenvolver muitos hobbys — fator que ajuda a definir quem somos. Três deles, no entanto, são de importância cabal: ler, esportes e música.
Não sou “ás” da literatura, fico mais com jornais e revistas. Exigência da profissão a parte, não estar informado ou conectado, para mim, é um tormento. São coisas da geração, mas, no meu caso, há um prazer em aprofundar. Julgo um conhecimento indispensável para quem quer fazer parte significativa de uma sociedade. A leitura te insere nesse meio, munido de opinião.
Já o esporte vem de berço: são 20 anos com a bola no pé, passando por escolinhas de futebol e terminando nos campos, representando a faculdade. Nos tempos de escola, fui dos times de futsal, vôlei e basquete, tanto do Imperatriz Leopoldina quanto do Colégio Etapa, onde fiz ensino fundamental e médio. Na TV, acompanho do Brasileirão às provas de curling em Olimpíadas de Inverno. Além das equipes, tive participação ativa na ECAtlética, atlética da ECA-USP, e na LAACA, liga que organiza os Jogos Universitários de Comunicações e Artes (JUCA). Como atleta ou organizador, independente do nível de performance, foi onde tive o maior contato com os conceitos de trabalho em equipe, respeito e espírito esportivo.
Por fim, a música também tem uma participação marcante no que sou. Aos 16 anos, comecei a tocar guitarra, inspirado por John Frusciante, até então integrante dos Red Hot Chili Peppers. Além da banda californiana, sou fã declarado de Rolling Stones, Eric Clapton e Foo Fighters. Fui a quase 50 shows de atrações internacionais na cidade. Tive duas bandas, já me apresentei para 2000 pessoas, cheguei a gravar músicas autorais e fazer fotos de divulgação. Pena que a coisa não foi para frente. Não ainda.
De volta ao mundo real, trabalhei entre 2011 e 2012 na Revista Espaço Aberto – USP, publicação destinada a docentes e funcionários da universidade que trata temas variados (cultura, comportamento, esporte, saúde). De julho de 2012 a dezembro de 2013, fui estagiário da Editora Globo. O programa rotativo faz com passemos por diferentes revistas da casa. No meu caso foram Casa e Jardim, Autoesporte, Época SÃO PAULO e Galileu. De lá, parti para a Editora Abril, onde estou desde janeiro de 2014, primeiro como estagiário de VEJA São Paulo, produzindo matérias e notas para a revista, além de coberturas especiais para site. Em seguida, passei para o Curso Abril de Jornalismo, onde criamos do zero a Elástica, uma plataforma on e offline para público jovem e com abordagem diferente para pautas de interesse. De lá, passei para EXAME, onde passei três meses produzindo o especial Melhores & Maiores 2015 e, em seguida, parti para a editoria de Brasil do site. Aquela mesma versatilidade e interesse de criança tiveram seu valor. Em revistas de tantos temas distintos, valeu para me virar bem em cada uma delas.
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