VEJA São Paulo | Memória: O sotaque nacional das estrelas de cinema

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Antiga sede do Estúdio Álamo será demolida em 2015

Local que abrigou a empresa por 32 anos vai ser transformado em conjunto de agências de publicidade

Por Raphael Martins

“Versão brasileira: Álamo, São Paulo.” Durante décadas, essa vinheta foi a primeira frase pronunciada em vários filmes estrangeiros exibidos na televisão. Sede do tradicional estúdio de dublagem paulistano por 32 anos, o prédio na Rua Fidalga, número 568, na Vila Madalena, será demolido no ano que vem para a construção de um edifício com lofts destinados a agências de publicidade.

Fundada em 1972 pelo técnico de som inglês Michael Stoll (1927-2005), a Álamo funcionou em uma casa na Rua Major Sertório, na Vila Buarque, antes de se transferir, em 1979, para seu endereço definitivo.

O auge ocorreu na virada dos anos 80 para os 90, com a chegada da TV a cabo ao Brasil. Nessa época, tornou-se a maior do setor na capital, rivalizando com a carioca Herbert Richers, a líder no país. A Álamo criou versões para mais de 100 obras, como os longas O Poderoso Chefão e Top Gun e os desenhos animados Os Cavaleiros do Zodíaco e Bob Esponja. Também realizou trabalhos de sonorização e mixagem para produções nacionais, a exemplo de Tropa de Elite e Meu Nome Não é Johnny.

Com o surgimento de tecnologias mais baratas na área, ela entrou em crise e fechou as portas em 2011.

* Publicado na edição 2384 da Revista VEJA São Paulo – Editora Abril

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