Autoesporte | Onix ou HB20? Quem andou nos dois responde

Onix ou HB20? Quem andou nos dois responde

Foto: Autoesporte
Lá em casa estamos estudando – há algum tempo, é verdade – um bom substituto para o meu Corsa. Com a enxurrada de lançamentos na categoria, a ideia ganhou força. Por tudo o que se falou sobre o modelo, eu me apressei a pedir para fazer um teste no HB20 quando ele chegou para o teste no blog Quarentena. Ao deixar o carro no galpão da Editora Globo, lembro de pensar que dificilmente um carro superaria minhas impressões sobre o Hyundai. Mas uma frase do eterno automaníaco Diogo de Oliveira, chegando do teste do novo lançamento da GM, ficou na minha cabeça: “Olha, o Onix vai dar um trabalhão para o HB”.

Vai mesmo. Tentei analisar o carro e compará-lo ao lançamento da Hyundai por um olhar mais simples, mais leigo talvez. Tentei achar o que salta aos olhos do comprador que quer trocar seu antigo compacto por um dos lançamentos. E ao entrar no Onix, confesso que fiquei bem impressionado. Lá para os idos de 2008 era inimaginável um carro nesse segmento com esse nível de opcionais, no Brasil.

Claro que a versão LT que a GM disponibilizou para Autoesporte é a mais completa com motor 1.0 e isso deve fazer toda a diferença em relação aos modelos mais básicos. Mas o design e conforto do interior do Onix são seus pontos mais fortes. Quem troca um carrinho mais antigo por um desses nota a diferença.

O HB20 segue esse mesmo princípio. Só que o Onix tem bancos mais confortáveis, detalhes cromados nas saídas de ar e o sistema MyLink como vantagens muito claras. Os diferenciais que vi no modelo da Hyundai foram contemplados no lançamento da GM, exceto pelos controles do rádio no volante. Tirando esse detalhe, o interior Onix leva vantagem. Prefiro me isentar no julgamento do painel – digital no Onix e analógico no HB20. Isso depende muito do gosto do freguês.

Notas
Quanto ao design do exterior, sempre fui mais Hyundai. Apesar de o Onix ter um desenho legal e mais conservador que um Sonic, por exemplo, ele ficou mais estiloso que o antecessor Corsa. Ainda assim, o HB20 tem um visual mais agressivo, bonito e jovem. Faz mais meu gosto.

Até aqui, a disputa estava bastante acirrada. Um é mais bonito, o outro mais moderno e confortável. Mas, no fim, o desempate veio fácil. Apesar de não mostrar um baita desempenho em baixas rotações, o motor do HB20 é (até) valente para um carro 1.0 – aqui leia-se “se você pisa bastante, ele anda”. Nesse quesito, o Onix fica atrás. O motor custa um pouco a responder em determinadas situações. Ao ligar o ar-condicionado então… Aí, não tem jeito. Com o pé embaixo, o carro parece nem ligar para você. É no ritmo dele, você que espere. Claro que com o ar ligado o HB perde um pouquinho do rendimento também, mas ele sente menos.

Comparado ao meu carrinho atual, o Onix apresenta uma evolução enorme. O acabamento é infinitamente melhor, o design é mais ousado, tem ABS, airbag, regulagem de altura do volante e inúmeras vantagens pelo mesmo valor que paguei há quase quatro anos. Fora isso, o carro conserta dois defeitos cruciais em relação ao antecessor. Os espelhos agora são angulares, evitando pontos cegos e as consequentes (e constantes) “pescoçadas” para evitar colisões. E o novo câmbio, que é o maior mérito do hatch. Ele funciona perfeitamente. O Onix tem engates mais curtos e muito mais precisos que o Corsa – quem tem um sabe a tortura que é engatar a quinta marcha. A manopla desliza tranquila, dá até gosto de trocar de marcha.

Meu balanço final do Onix é muito positivo. Apesar do leve incomodo com o motor, o carro está longe de ser ruim. Longe mesmo. Talvez a versão 1.4 tire essa impressão de carro fraco que tive. Mas no duelo entre HB20 e Onix com motor 1.0, fico com o lançamento da Hyundai.

Raphael Martins

* Publicado no blog Quarentena da Revista Autoesporte – Editora Globo

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